Quem é Leonardo Barchini, novo ministro da Educação
Novo ministro é ex-secretário-executivo do MEC, segundo papel mais importante da pasta. Presidente Lula fala em continuidade das entregas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na segunda-feira (30), Leonardo Barchini como o novo ministro da Educação, substituindo Camilo Santana, que deixa o cargo para disputar as eleições de 2026. Segundo o governo, a escolha representa a continuidade das políticas educacionais do atual governo, com foco em expansão de creches, escolas de tempo integral e maior presença de tecnologia nas escolas.
O anúncio ocorreu durante evento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). O presidente Lula destacou a confiança em Barchini, atual secretário-executivo do MEC, e também elogiou a gestão de Santana.
Abaixo, saiba mais sobre o novo ministro da Educação.
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Começou a carreira no MEC
Leonardo Barchini é bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), possui mestrado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) e é doutorando em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além de ser pesquisador associado da instituição.
É servidor público federal há mais de 30 anos. Iniciou a carreira no próprio MEC, em 1994, na CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), onde atuou como analista sênior em Ciência e Tecnologia até 2022.
No ministério, ocupou diretorias de programas, chefia de gabinete e assessoria internacional, além de ser nomeado secretário-executivo em 2024 — cargo mais importante depois do ministro.
Entre 2013 e 2016, integrou a gestão Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo como secretário de Relações Internacionais e Federativas, articulando parcerias internacionais para a cidade. De setembro de 2023 a julho de 2024, dirigiu o escritório da OEI (Organização de Estados Ibero-Americanos) em Brasília, impulsionando eventos como o Encontro Ibero-Americano de Cultura e agendas do G20.
Além da execução na política, Barchini também já trabalhou em organizações voltadas ao acesso à educação, ao desenvolvimento sustentável, e ao uso de dados para aprimorar a qualidade do ensino no país.
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Novos desafios
Barchini assume o MEC em um momento importante para o calendário educacional brasileiro, com obras de expansão e continuidade de projetos que enfrentam entraves logísticos e orçamentários, dificultados pela proximidade das eleições de 2026.
O novo ministro herda a integração do Enem ao Saeb, com o exame passando a funcionar também como avaliador da educação nacional. Além da regulação mais rígida das faculdades na modalidade EAD, com objetivo de coibir irregularidades. Também no ensino superior, a meta é expandir o número de vagas em universidades federais (10% até 2028) e fortalecer bolsas de pesquisa da CAPES.
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