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Focar no perigo pode salvar os estudos

O primeiro passo é entender que o perigo não é o mesmo para todo mundo – e que ele também varia de acordo com a prova que você vai fazer

Por Susane Ribeiro 23 mar 2023, 10h48 | Atualizado em 23 mar 2023, 13h43
escalada, perigo, estudos
 (Sean Benesh/Unsplash)
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Há um tempo, assisti um documentário chamado Free Solo. Nele, o escalador mais bem sucedido do mundo, o Alex Honnold, está se preparando para o maior desafio que já tinha enfrentado até ali: ele iria escalar o El Capitán, um paredão de 975 metros em Yosemite, nos Estados Unidos. Mas tem um detalhe. A escalada seria sem cordas ou qualquer equipamento de segurança. Ou seja, se ele caísse, já era.

O que me chamou muita atenção enquanto via o filme foi o processo de preparação do Alex para esse desafio. O primeiro passo dele foi avaliar os pontos de maior perigo da montanha. Depois, ao invés de treinar escalando a montanha toda várias vezes, ele colocou todo o foco e atenção nestes pontos perigosos. Mas aqui acabam os spoilers do documentário, quem quiser saber o final vai ter que assistir.

O fato é que assistir o Free Solo me fez pensar sobre a forma como a gente encara a nossa própria montanha, o vestibular. Muitas vezes, durante o processo de preparação, acabamos focando em todo o processo. Queremos praticar tudo, de todas as disciplinas, quando na verdade faria mais sentido focar nos pontos de perigo.

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Mas será que os pontos de perigo são os mesmos para todo mundo?

Aqui precisamos levar dois fatores em consideração, o perfil do estudante e a prova que ele vai prestar. Veja bem: um estudante que tem dificuldade em matemática, em redação e física, mas que manda bem em humanas e biologia. Se o objetivo dele é prestar o Enem, valeria a pena focar em dois “pontos de perigo”: a matemática e a redação, que são os que tem mais peso na nota do exame. Agora se ele fosse prestar a Fuvest, o cenário muda um pouco, e poderia ser interessante colocar um foco maior em Física que é super valorizada nessa prova.

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Em resumo, a montanha é a mesma para todo mundo: o Enem, a Fuvest, a Unicamp… o que muda são os “pontos de perigo”, que variam de um candidato para o outro e devem ser o foco na hora da preparação.

Além de chegar mais preparado para essa escalada que são os vestibulares, você ainda fica mais tranquilo durante o processo. A sensação de saber que está encarando as dificuldades e, pouco a pouco, dominando o que é mais difícil para você, certamente vai te ajudar a dormir melhor à noite.

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Susane Ribeiro foi aprovada em engenharia aeronáutica no ITA, em medicina na USP e na Unicamp e criou o Método Sniper de Questões. Ela tem um canal no YouTube onde dá dicas para estudar melhor e manter a motivação.

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