Qual é o feminino de árbitro?
As mulheres conquistaram espaço nos campcos de futebol e passaram a comandar os jogos com talento
Durante muito tempo, o apito foi visto como um símbolo quase exclusivo dos homens em jogos de futebol. Mas isso mudou. Hoje, mulheres comandam clássicos, finais de campeonato e até partidas de Copa do Mundo, mostrando que competência, liderança e conhecimento das regras não têm gênero. E, junto com essa conquista, surge uma dúvida: qual é o feminino de árbitro?
Segundo os dicionários da Língua Portuguesa, como o Michaelis, o Aulete e o Priberam, o feminino de árbitro é “árbitra”. A palavra existe, está registrada oficialmente e deve ser usada para se referir à mulher que dirige uma partida esportiva ou atua como mediadora em um conflito.
+ Qual é o certo: pênalti, penalti ou penalty?
Qual é a regra gramatical?
A formação do feminino de “árbitro” segue uma das regras mais comuns da língua portuguesa: os substantivos que designam pessoas e terminam em “-o” costumam formar o feminino com a substituição dessa vogal por “-a”.
Veja alguns exemplos:
- médico / médica;
- professor / professora;
- advogado / advogada.
De onde vem a palavra “árbitro”?
A palavra “árbitro” tem origem no latim “arbiter”, que significava “juiz”, “testemunha”, “mediador” ou “aquele que decide uma questão”. Muito antes de existir o futebol, o termo já era usado para indicar alguém escolhido para resolver disputas de maneira imparcial.
Com o passar dos séculos, a palavra foi incorporada ao português e passou a designar também a pessoa responsável por aplicar as regras durante uma competição esportiva. Hoje, seja em um clássico do futebol, em uma partida de vôlei ou em uma disputa de atletismo, é a árbitra ou o árbitro quem garante que o jogo aconteça de forma justa.
Exemplos de frases em jogos
- A árbitra marcou pênalti após consultar o VAR durante a Copa do Mundo.
- A torcida aplaudiu a atuação segura da árbitra durante toda a partida.
- A árbitra interrompeu o jogo para atender um atleta machucado.
- A jovem sonha em se tornar árbitra da Fifa.
- A decisão da árbitra gerou discussão, mas estava de acordo com as regras.
Quando as mulheres entraram em campo com o apito?
A história da primeira árbitra de futebol do mundo ainda desperta debates. Embora a brasileira Léa Campos seja amplamente reconhecida como uma das pioneiras da arbitragem feminina, a própria Fifa afirma que não é possível confirmar com certeza quem foi a primeira mulher a exercer oficialmente essa função. Além dela, há outros nomes como a turca Drahsan Arda, licenciada em 1967, a sueca Ingrid Holmgren, que teria obtido credenciamento em 1966, e até a austríaca Edith Klinger, que supostamente atuou como árbitra em 1935. Apesar das dúvidas sobre o pioneirismo absoluto, a trajetória de Léa é considerada um marco na história do futebol.
Depois de concluir o curso de arbitragem em 1967, Léa Campos enfrentou uma longa batalha para conseguir autorização para apitar partidas. Na época, a antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD) alegava que a legislação que proibia mulheres de jogar futebol também impedia sua atuação como árbitras.
Determinada a mudar essa realidade, Léa buscou apoio na Justiça, organizou jogos amistosos e enfrentou anos de resistência até conquistar seu espaço. Sua perseverança abriu caminho para que outras mulheres também pudessem comandar partidas, tornando-a uma das personagens mais importantes da história da arbitragem mundial.
As árbitras na Copa do Mundo 2026
O confronto entre República Tcheca e África do Sul, válido pela segunda rodada do Grupo A, foi comandado por um trio de arbitragem formado exclusivamente por mulheres. A partida aconteceu no dia 18 de junho, no Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos.
A norte-americana Tori Penso foi a árbitra principal do duelo, tendo como assistentes as compatriotas Brooke Mayo e Kathryn Nesbitt. Esta foi a primeira vez nesta edição do Mundial que um jogo contou com um trio feminino em campo.
Ao todo, a Fifa selecionou seis mulheres para integrar a equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026. A mexicana Katia Itzel García foi convocada como árbitra principal. Já Sandra Ramírez (México), Tatiana Guzmán (Nicarágua) e Enriqueta Caudillo (México) atuam como árbitras assistentes e integrantes das equipes de VAR.
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