Qual é o coletivo de abelhas?
Aprenda a nomear o grupo desses bichinhos voadores que vivem zunindo
“A abelha-mestra
E as abelhinhas
Estão todas prontinhas
Para ir para a festa
Num zune-que-zune
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Valsar com o jasmim”
Quem cresceu ouvindo ou cantando “As Abelhas”, de Vinicius de Moraes, talvez se lembre do zune-que-zune desses pequenos insetos passeando pelo jardim. A poesia combina delicadeza e brincadeira para falar de um grupo de abelhas e também nos ajuda a entrar no clima da nossa dúvida: afinal, como chamamos um conjunto delas?
+ Ela entrou na iniciação científica e acabou descobrindo 4 novas espécies de abelha
O coletivo de abelhas pode ser enxame ou colmeia. As duas palavras aparecem nos dicionários de português, como o Michaelis e o Aulete, mas há uma diferença de sentido que vale guardar.
Enxame é o nome dado ao conjunto de abelhas, especialmente quando elas estão reunidas ou voando juntas. Já colmeia pode designar o agrupamento de abelhas e também o lugar onde elas vivem e produzem mel.
Há ainda uma terceira possibilidade: cortiço, palavra menos comum nesse sentido, que também pode ser usada para designar um conjunto ou a habitação das abelhas.
De onde vem a palavra “abelha”?
A palavra “abelha” tem uma história bem antiga. Ela vem do latim apícula, diminutivo de apis, que significa “abelha”. A forma latina passou por transformações ao longo do tempo até chegar ao português. O termo já aparece em registros antigos da língua portuguesa.
É curioso perceber que apícula tinha sentido de “abelhinha”, mas acabou dando origem à palavra que usamos hoje para falar do inseto.
Exemplos voando por aí…
Para não deixar nenhuma abelhinha, ou melhor, nenhuma dúvida para trás, veja como usar os três coletivos em frases:
– Um enxame de abelhas sobrevoou o jardim.
– O apicultor encontrou um enxame próximo às flores.
– As abelhas voltaram para a colmeia depois de passar a manhã no campo.
– O apicultor cuidou da colmeia com bastante atenção.
– O cortiço de abelhas ficava protegido em uma área do jardim.
– O apicultor encontrou um cortiço cheio de abelhas.
E para terminar com mais poesia…
Ficou com o “zune-que-zune” das abelhinhas na cabeça? Vem agora conhecer o trecho da poesia “Abelhas”, de Cruz e Souza, em que ele usa dois coletivos em seus versos:
“Zumbem, fervem nas colmeias
E rumorejam no enxame
Pelas flóridas aleias
Onde um prado se derrame.”
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