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Qual é o certo: misoginia ou misogenia?

Escreva certo e entenda um termo que ganha cada vez mais relevância em nossa sociedade

Por Patrícia Giuffrida 27 abr 2026, 10h00
violência contra a mulher
 (Canva/Reprodução)
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Sem rodeios: a forma correta é “misoginia”. “Misogenia” não existe na norma padrão da língua portuguesa. De acordo com os dicionários Aulete e Michaelis, o termo significa ódio, aversão ou desprezo pelas mulheres.

Mas aqui vai além de acertar a grafia. Misoginia é uma palavra que ganhou forte relevância na atualidade e ocupa espaço constante em debates sociais, políticos e jurídicos — inclusive com projeto de lei no Brasil para tipificar esse tipo de conduta.

Em outras palavras, compreender esse termo não é só garantir um acerto no vestibular: é também entender discussões centrais da sociedade e ter repertório para interpretar textos e argumentar melhor na redação.

+ Misoginia: no que ela se difere do machismo?

De onde vem a palavra misoginia?

A origem é grega e ajuda a entender tudo:

  • miseó = odiar
  • gyné = mulher
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Juntando as peças, temos literalmente “ódio às mulheres”. Esse tipo de formação não é raro na Língua Portuguesa. Outras palavras seguem a mesma lógica:

  • misantropia (miseó + ánthropos) = aversão à humanidade.
  • misandria (miseîn + anér/andrós) = aversão aos homens.

Misoginia x machismo: qual é a diferença?

Embora os termos apareçam juntos com frequência, eles não são sinônimos. O machismo é uma visão de mundo, baseada na ideia de superioridade masculina. Já a misoginia é quando essa visão se transforma em ação: rejeição, desprezo, discriminação ou violência contra mulheres. Em resumo: o machismo é a estrutura; a misoginia é a prática.

O termo na lei e no debate público

A palavra ganhou ainda mais destaque recentemente. Um projeto aprovado pelo Senado Federal do Brasil propõe tipificar a misoginia como crime no país, incluindo-a entre as condutas previstas na Lei do Racismo.

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A proposta ainda será analisada pela Câmara dos Deputados, mas já reacendeu discussões importantes, não só jurídicas, mas também sociais. E isso revela algo essencial: nomear é reconhecer. Quando damos nome a práticas discriminatórias, damos também um passo para enfrentá-las.

Exemplos de uso de “misoginia” em frases

  • A campanha denunciou casos de misoginia nas redes sociais.
  • O debate abordou como a misoginia ainda está presente na sociedade.
  • Discursos de ódio, muitas vezes, revelam formas de misoginia.
  • A escola promoveu uma palestra sobre machismo e misoginia.
  • Combater a misoginia é fundamental para uma sociedade mais justa.

Como a imprensa usa o termo

A palavra “misoginia” aparece com frequência em grandes portais jornalísticos, especialmente em reportagens sobre política, direitos humanos e comportamento.

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Veja alguns exemplos de veículos que utilizaram o termo nesses contextos, sempre associado a práticas de aversão ou discriminação contra mulheres.

Folha de S. Paulo: “Diante da explosão de conteúdos misóginos nas redes sociais e da repercussão de notícias de feminicídio e de estupros coletivos no país, as escolas estão dando espaço para projetos de combate ao machismo e à misoginia. As iniciativas, muitas vezes, têm partido de grupos de alunas, que procuram professores e gestores para relatar incômodo com o que vivem e presenciam dentro e fora da escola.”

CNN Brasil: “A misoginia, termo usado para definir o ódio ou aversão às mulheres, passou a ser incluída no rol de crimes de preconceito ou discriminação após o Senado aprovar o PL (Projeto de Lei) 896/2023, nesta quarta-feira (24). A pena para este tipo de crime varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa.”

Veja: “A série Adolescência, da Netflix, ajuda a ilustrar esse cenário. Na trama, um adolescente de 13 anos é acusado de matar uma colega de escola após se envolver com grupos online que propagavam a a subcultura “incel”, cuja característica principal é propagar a misoginia. Apesar do caso chocante, a série deixa de ser apenas sobre o crime e passa a focar no percurso até ele: como um jovem aparentemente comum pode ser atravessado por dinâmicas digitais que passam despercebidas por pais, professores e até amigos.”

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