Qual é o certo: bagagem ou bagajem?
Prepare a mala, escolha o destino e leve o dicionário na viagem: descubra qual é a grafia correta antes de colocar o pé na estrada
Julho chega trazendo férias, frio, planos para viagem e malas. Tem gente que viaja para a praia, outros preferem a serra ou visitar a família. Antes de fechar o zíper da mala, porém, vale conferir uma dúvida: o certo é escrever “bagagem” ou “bagajem”?
A forma correta é “bagagem”, escrita com “g”, de acordo com os principais dicionários da língua portuguesa, como o Michaelis, o Aulete e o Houaiss. A palavra “bagagem” está incorreta e não existe.
Mas o que é bagagem? É é o conjunto de malas, mochilas, bolsas e demais volumes que uma pessoa leva durante uma viagem. Em sentido figurado, também pode significar o conjunto de conhecimentos, experiências e aprendizados acumulados ao longo da vida.
Qual é a origem?
A palavra “bagagem” chegou ao português por influência do francês “bagage”, derivado de “bague”, termo que, em sua origem, estava relacionado aos objetos e pertences transportados durante deslocamentos. Com o tempo, a palavra passou a designar o conjunto de volumes levados por um viajante.
Mais tarde, ganhou também um sentido figurado bastante usado até hoje: o de conjunto de conhecimentos, vivências e experiências acumuladas por uma pessoa. Afinal, nem toda bagagem pesa na mala. Algumas cabem apenas na memória.
Memorizando em cinco frases
- Antes de embarcar, confira o peso da sua bagagem.
- Minha bagagem de mão levava apenas o essencial para a viagem.
- Depois do intercâmbio, ela voltou com uma enorme bagagem cultural.
- O mochileiro viaja com pouca bagagem e muitas histórias para contar.
- Toda experiência vivida aumenta a nossa bagagem para os próximos desafios.
Uma bagagem cheia de poesias
Quando o assunto é bagagem, não estamos falando apenas de malas, mochilas e viagens. A palavra também dá nome a uma das obras mais importantes da literatura brasileira: o livro “Bagagem”, da escritora Adélia Prado.
Publicado em 1976, o livro marcou a estreia da autora e chegou ao público com o apoio do poeta Carlos Drummond de Andrade, que reconheceu o talento de Adélia e ajudou a apresentar sua poesia ao país. A obra reúne poemas que falam sobre amor, memória, cotidiano, fé e a própria experiência de ser mulher e poeta. Veja só essa análise completa da obra aqui no GUIA DO ESTUDANTE!
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