Como se escreve: contracheque, contra-cheque ou contra cheque?
Aprenda de vez essa regrinha básica, que pode cair nos vestibulares
Se você já trabalhou, provavelmente já ouviu falar no contracheque — aquele documento que mostra quanto você ganhou, os descontos e o valor final que caiu na conta. Mas, na hora de escrever, será que esta é a forma correta? Deveríamos grafar “contra-cheque”? Ou simplesmente “contra cheque”?
Segundo os dicionários, a forma correta é: “contracheque” (tudo junto e sem hífen). A dúvida acontece por causa do prefixo “contra-“, que pode aparecer acompanhado ou não do hífen.
Após o Novo Acordo Ortográfico, o prefixo “contra-” só leva hífen quando a palavra seguinte começa com h, r ou s, ou quando há repetição de vogais iguais.
+ Como se escreve: holerite ou olerite?
Veja outros exemplos sem hífen
Outras palavras que seguem o mesmo modelo de “contracheque”:
- contraproposta;
- contragolpe;
- contrabaixo.
Exemplos com hífen, com repetição de vogais ou h
- contra-ataque;
- contra-atacante;
- contra-habitual.
Qual o aumentativo de colher?
Casos com “ss” e “rr” (sem hífen)
Quando a palavra começa com s ou r, as consoantes são duplicadas:
- contrassenso;
- contrarracional;
- contrarreforma.
Origem da palavra
O termo “contracheque” é formado por derivação prefixal, ou seja, a junção de um prefixo com outra palavra: “contra-” + “cheque” = contracheque. O prefixo “contra-” é de origem latina e pode indicar oposição ou relação complementar. Já “cheque” está ligado ao documento financeiro. Assim, “contracheque” passou a designar o documento que detalha os valores pagos ao trabalhador. Uma espécie de “comprovação” do pagamento.
Exemplos com “contracheque”
- Consultei meu contracheque para verificar os descontos do mês.
- O RH enviou o contracheque por e-mail.
- Antes de gastar, ela conferiu o valor no contracheque.
- Guarde sempre seu contracheque para controle financeiro.
- O estagiário recebeu o primeiro contracheque da carreira.
Como é na imprensa?
Dá uma olhada nos exemplos desses três portais de notícias!
Folha de S. Paulo: “Servidores públicos que recebem os maiores supersalários no Brasil ganharam até R$ 3,1 milhões em um ano —média de R$ 263 mil por mês. O maior contracheque foi pago pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro)”.
G1: “Todo mês ele chega, seja digitalmente ou no papel, e muita gente mal dá uma olhada. O holerite, também chamado de contracheque, é o retrato do salário. Ele mostra quanto o trabalhador realmente ganha e para onde vai cada centavo.”
Revista Veja: “A reação é coerente com a realidade econômica das famílias. ‘O brasileiro médio tem uma renda apertada, boa parte da população endividada… e qualquer redução de salário é quase impensável’, explicou Tokarski. A prova disso aparece em outra pergunta feita aos entrevistados: 84% concordam que o trabalhador deveria ter duas folgas obrigatórias por semana. Ou seja, a ideia de descansar mais agrada — desde que o contracheque continue intacto.”
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