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Como é o Museu do 11 de Setembro, criado para homenagear as vítimas do atentado

O espaço foi construído no local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center

Por Redação 17 jun 2026, 16h06 | Atualizado em 18 jun 2026, 10h32
Placa de granito escuro com nomes gravados, flores brancas, vermelhas e amarelas, e pequenas bandeiras dos EUA, em um memorial do 11 de setembro
 (Wikimedia Commons/Reprodução)
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Em 2026, os atentados do 11 de setembro completam 25 anos. Para que as vítimas e os acontecimentos daquele dia não fossem esquecidos, os Estados Unidos transformaram o antigo local das Torres Gêmeas do World Trade Center em um espaço dedicado à lembrança e à reflexão. O Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, inaugurado em 2011, recebe milhões de visitantes todos os anos e se tornou um dos principais lugares de memória do país.

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O que aconteceu em 11 de setembro de 2001?

Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados nos Estados Unidos em uma série de ataques coordenados. Dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas do complexo World Trade Center, em Nova Iorque. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa norte-americano. Já o quarto avião caiu no estado da Pensilvânia antes de alcançar seu provável alvo, a Casa Branca, residência oficial do presidente dos Estados Unidos.

Considerado um dos acontecimentos mais marcantes do século 21, o ataque terrorista deixou cerca de 3 mil mortos. As imagens transmitidas pelas emissoras de televisão chocaram o mundo, especialmente a cena do segundo avião atingindo a Torre Sul do World Trade Center, que foi exibida ao vivo.

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Os atentados de 11 de setembro foram reivindicados pela Al-Qaeda, organização extremista fundada por Osama bin Laden. Entre os fatores apontados para os ataques estavam a presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, o apoio norte-americano a Israel e a interferência do país em questões políticas da região, incluindo no Irã.

As origens do atentado também estão ligadas à Guerra Fria. Na década de 1980, os Estados Unidos apoiaram grupos afegãos que combatiam a ocupação soviética no Afeganistão. Com o fim da guerra, porém, o país enfrentou graves problemas econômicos e sociais. Nesse cenário, setores ligados aos combatentes passaram a acusar os Estados Unidos de abandonar a região e de não contribuir para sua reconstrução, sentimento que alimentou o discurso antiamericano defendido por Bin Laden e seus seguidores.

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+ 11 perguntas sobre o 11 de setembro

Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro

Dez anos após os atentados, em 11 de setembro de 2011, foi inaugurado o Memorial Nacional do 11 de setembro, em Nova Iorque. Construído no local onde ficavam as Torres Norte e Sul do World Trade Center, o espaço foi projetado pelo arquiteto Michael Arad e pelo paisagista Peter Walker. O museu dedicado à tragédia foi aberto três anos depois, em 2014.

Criado para homenagear as vítimas e preservar a memória dos ataques, o destaque do memorial são duas grandes piscinas com cascatas instaladas exatamente onde estavam as Torres Gêmeas. Segundo Michael Arad, o projeto busca representar “a ausência tornada visível”. Embora a água flua continuamente para os vazios centrais, eles jamais podem ser preenchidos.

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Os nomes das vítimas estão gravados em parapeitos de bronze ao redor dos espelhos d’água. Ao todo, o memorial homenageia as 2.983 pessoas que morreram nos atentados de 11 de setembro de 2001 e no ataque de 1993 ao World Trade Center, quando um caminhão-bomba explodiu no estacionamento subterrâneo da Torre Norte, deixando 6 mortos e mais de mil feridos. 

Placa de bronze com nomes gravados, como Monica Rodriguez Smith and Her Unborn Child, em primeiro plano. Ao fundo, uma cascata de água cai em uma piscina escura, parte do Memorial do 11 de Setembro. Pessoas e árvores verdes são visíveis ao longe, sob um céu claro
Os nomes das vítimas estão inscritos em placas de bronze ao redor das piscinas. (Kai Brinker/Wikimedia Commons)
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Entre os elementos mais simbólicos do Memorial do 11 de Setembro está uma árvore que sobreviveu ao atentado, chamada de Árvore Sobrevivente. Encontrada em outubro de 2001 entre os escombros, a árvore estava gravemente danificada. Após ser resgatada por equipes do Departamento de Parques e Recreação de Nova Iorque, ela passou anos em recuperação até ser plantada novamente no local do antigo World Trade Center, em 2010. 

No subsolo, está localizado o Museu Nacional do 11 de Setembro, dedicado a preservar a memória dos ataques. O espaço reúne recursos multimídia e mais de 10 mil objetos relacionados ao atentado, incluindo fragmentos das Torres Gêmeas, veículos utilizados pelas equipes de resgate, gravações de voz das vítimas, fotografias e a “escada dos sobreviventes”, utilizada por centenas de pessoas para escapar do prédio durante os ataques.

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