“Esforço valeu a pena”: 1º lugar em Arquitetura na USP dá dicas para vestibulandos
Tomás defende a leitura das obras obrigatórias para se dar bem no vestibular, mas também para expandir horizontes

Nem só de Medicina se fazem os cursos mais concorridos da USP, a Universidade de São Paulo. Na edição passada, os candidatos que buscaram um lugar em Arquitetura precisaram enfrentar mais de 22 concorrentes para cada vaga, e tiveram que alcançar pelo menos 61 acertos (em uma prova de 90 questões) para serem aprovados para a segunda fase. Achou a missão difícil? Tomás Sousa e Silva Cintra, de 21 anos, tirou de letra. Ele foi aprovado em primeiro lugar para o curso, e tornou-se calouro na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP).
Em relato ao GUIA DO ESTUDANTE, o jovem que mora em São Paulo diz que se surpreendeu com o resultado. “Quando vi, até demorei para acreditar, mas depois fiquei muito feliz”, relembra, “é uma satisfação enorme sentir que meu esforço valeu a pena”.
E bota esforço nisso: a aprovação de Tomás não veio de uma hora para outra, ele se dedicou ao longo de dois anos depois de um período sem estudar. Em 2024, ano da aprovação, acordava todos os dias às 5h para chegar ao cursinho onde estudava, o Anglo, às 7h. Tinha aulas até as 13h45, e depois disso estudava sozinho até as 19h.
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“Durantes as tardes, eu resolvia exercícios, tirava dúvidas e revisava anotações”, conta. Chegando em casa, ainda arrumava tempo para a leitura.
Confira abaixo algumas dicas de Tomás para quem presta o vestibular este ano e também sonha em entrar na universidade pública.
Saiba priorizar
Quem presta vestibular sabe que a lista de conteúdos a serem estudados é imensa – afinal de contas, abrange todo o Ensino Médio. Mas em um ano de preparação, é preciso fazer escolhas, e foi isso que Tomás percebeu. No ano passado, ele organizou sua rotina elencando prioridades. Como fazer isso? O primeiro passo é pensar em quais são as matérias mais importantes para você. Vale considerar aquelas com maior peso no seu curso – como biologia para Medicina, por exemplo –e também as que são seu ‘calcanhar de Aquiles’ e exigem mais esforço para serem dominadas.
Tomás também colocava na frente aquelas tarefas mais urgentes. “Para mim, ter a expectativa de fazer tudo seria irreal”, pondera o estudante. Ele afirma que essa priorização depende de um olhar atento para o processo de estudo e também uma boa dose de autoconhecimento para definir pontos fortes e fracos. “É algo que recomendo muito”, afirma.
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“Ler é para deixar de ser bobo”
Se, assim como Tomás, seu sonho é estudar na USP, vale um olhar diferenciado para a literatura. A Fuvest, vestibular que dá acesso à universidade, cobra a leitura de uma lista de obras obrigatórias. São clássicos e contemporâneos da literatura em Língua Portuguesa, e o candidato vai se deparar com perguntas sobre eles na primeira e segunda fase.
A dica do estudante aprovado em Arquitetura é começar as leituras logo no início do ano – já que, ao todo, são 9 livros.
“Acho que essa é uma forma muito proveitosa de estudar e não pesa tanto na rotina do vestibulando, já que a lista de leitura pode ser diluída ao longo do ano”, opina. Ele ainda lembra que todos os livros desta próxima edição são escritos por mulheres – uma maneira de expandir a formação dos alunos para além do vestibular.
“Um professor de literatura, que foi especial pra mim, diz que ‘ler é para deixar de ser bobo’, e acho que esse aprendizado pode fazer parte da rotina de um vestibulando, de forma leve e estimulante”, conclui.
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Cuide da mente – e sinta-se mais motivado
Para não deixar a peteca cair em ano de vestibular, também é necessário cuidar da saúde física e mental. Prestar vestibular pode envolver muitos sacrifícios, autocobrança e comparações – e, no final das contas, tudo isso influencia no desempenho.
Neste sentido, a dica de Tomás é deixar dias livres para espairecer. Ele mesmo conta que “sempre buscava passar tempo com boas companhias e fazer coisas diferentes”. E garante, o saldo é positivo: “isso foi importante para manter minha motivação”.
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