Ele passou em Medicina na USP – mas escolheu outro curso e universidade
Jovem se surpreendeu com o próprio resultado, mas decidiu seguir seu sonho e cursar Engenharia em um prestigiado instituto

Passar em Medicina na USP (Universidade de São Paulo), a melhor universidade do país, é o sonho de muitos estudantes – e é difícil imaginar alguém alcançando o feito e decidindo não se matricular. No entanto, é exatamente o que aconteceu na trajetória de Joaquim Mendes, jovem de 18 anos natural de Limeira, São Paulo. Ele foi aprovado na Fuvest, mas optou pelo curso e universidade dos seus sonhos: Engenharia no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). O vestibular, focado em exatas, também é considerado um dos mais difíceis.
Em conversa com o GUIA DO ESTUDANTE, o jovem compartilhou suas dicas para quem deseja ir bem nas provas – e, quem sabe, também alcançar uma aprovação dupla.
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Das olimpíadas à aprovação no vestibular
Joaquim conta que sempre foi apaixonado por exatas e participou de diversas Olimpíadas Científicas, o que despertou seu interesse pelo ITA ainda no Ensino Fundamental. No Ensino Médio, decidiu levar a preparação a sério e se mudou para São José dos Campos para cursar a Turma ITA do Poliedro, um preparatório específico para quem quer garantir uma vaga no instituto.
Já a aprovação em Medicina, na USP, foi quase “sem querer”. Ele estava fazendo a Fuvest apenas para testar seus conhecimentos, e acabou tendo nota suficiente para o curso mais concorrido do país.
“Eu já conhecia a prova da Fuvest, pois a havia feito em outros anos para Engenharia. Depois do vestibular do ITA, resolvi estudar matérias específicas da Fuvest, como Biologia e Geografia, e tentar a aprovação”, contou Joaquim.
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As leituras são obrigatórias por um motivo
Para quem deseja se destacar na prova da Fuvest, Joaquim enfatiza a importância de estudar o que realmente é cobrado por meio de simulados e provas antigas, já que o vestibular tem um padrão bem definido. “Entender como as questões são elaboradas é um diferencial na hora da prova”, aponta o estudante.
Além disso, ele reforça a necessidade de estar por dentro das leituras obrigatórias, já que elas aparecem na prova todos os anos.
Precisa gostar de exatas
Já para o ITA, a abordagem é completamente diferente, uma vez que o vestibular cobra um nível muito avançado de Matemática e Física.
Joaquim destaca que a prova exige um domínio profundo de exatas e recomenda materiais específicos para essa preparação. Procurar cursos especializados e livros direcionados pode ser o grande diferencial.
Para aqueles que não têm condições de pagar um cursinho preparatório, ele sugere buscar materiais gratuitos disponíveis na internet e concorrer a bolsas de estudo. “O mais importante é correr atrás e começar a estudar o quanto antes”, conclui o estudante.
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