Qual é a diferença entre “Jovem Aprendiz” e “Menor Aprendiz”?
Entenda de vez os dois termos que costumam aparecer em vagas de primeiro emprego
Se você já pesquisou vagas para quem está começando a vida profissional, provavelmente encontrou os dois termos: “Jovem Aprendiz” e “Menor Aprendiz”. Será que existe diferença entre eles?
Os dois nomes estão corretos e são usados para se referir ao mesmo programa de aprendizagem profissional. O termo oficial, adotado pela Lei 10.097/2000, é “Jovem Aprendiz”. Já a expressão “Menor Aprendiz” surgiu por fazer referência ao público menor de idade que também pode participar da iniciativa. Na prática, não há diferença entre eles, ambos apontam para o mesmo tipo de contrato e oportunidade.
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O que é esse programa de aprendizagem profissional?
O programa foi criado em dezembro de 2000 com um objetivo claro: conectar jovens ao mercado de trabalho sem abrir mão da educação. Ele permite a contratação de pessoas entre 14 e 24 anos incompletos, com jornada reduzida de trabalho — geralmente de 4 a 6 horas diárias — combinada com formação teórica oferecida por instituições parceiras.
As empresas são obrigadas a contratar?
Segundo o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), empresas de médio e grande porte devem reservar de 5% a 15% de suas vagas para aprendizes. A remuneração é baseada no salário-mínimo, ajustada à carga horária do contrato. Além disso, o aprendiz tem carteira assinada e todos os direitos garantidos por lei: férias, 13º salário, FGTS com alíquota reduzida, vale-transporte e contrato regido pela CLT, mas com uma rotina adaptada para conciliar trabalho e estudo.
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O contrato pode acabar antes do prazo?
O contrato tem duração máxima de dois anos, mas tanto a empresa quanto o jovem podem encerrá-lo antes do prazo previsto. Por outro lado, se houver interesse da empresa e bom desempenho do aprendiz, existe a chance de efetivação ao final do contrato.
No fim das contas, seja chamado de Jovem Aprendiz ou Menor Aprendiz, o programa representa muito mais do que um primeiro emprego: é uma porta de entrada para o mundo profissional, uma chance de ganhar experiência real e começar a construir o currículo ainda durante os estudos. Para quem está de olho no futuro, entender essas oportunidades desde cedo pode ser o primeiro passo para chegar mais preparado à faculdade e ao mercado de trabalho.
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