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Aprenda a diferença entre hobby, trabalho, carreira e vocação – e seja mais feliz

Elizabeth Gilbert, autora de "Comer, Rezar, Amar", distingue os quatro conceitos e explica de que maneira entendê-los pode ajudar em uma vida mais plena

Por Luccas Diaz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
25 jan 2025, 15h00
Ilustração com quatro personagens fazendo hobbies diferentes
 (Freepik/Reprodução)
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Se você é adolescente ou jovem adulto, provavelmente já sentiu a pressão de ter que descobrir qual é o seu papel no mundo. Nos tempos de hoje, fica difícil entender o que é apenas um hobby, um trabalho, uma carreira, ou ainda uma vocação. “Eu amo pintar, mas não sei se isso dá futuro”, “sinto que posso estar desperdiçando um potencial que nem sei bem qual é”, “vou fazer Relações Públicas, mas queria mesmo era ser músico”… se algum pensamento dessa natureza já passou pela cabeça, esse texto é para você.

Em uma famosa entrevista de 2018, Elizabeth Gilbert, autora do best-seller “Comer, Rezar, Amar“, explica a diferença entre hobby, trabalho, carreira e vocação. Para ela, que vive da escrita – e, portanto, de arte – há décadas, entender a distinção entre esses 4 elementos ajuda a fazer escolhas mais conscientes e viver de forma mais plena. Na contramão, confundi-las pode levar a frustrações desnecessárias.

Compreender o que cada uma significa ajuda não apenas a alinhar as expectativas da vida, mas também a encontrar um equilíbrio entre paixão, obrigações e propósito. Segundo ela, muitas pessoas acreditam que seu trabalho ou carreira devem proporcionar felicidade e realização plena, mas isso nem sempre é viável. Ou mesmo necessário.

4 coisas diferentes

De forma resumida, a autora explica que o hobby é a atividade que fazemos por puro prazer, sem pressão externa. Já o trabalho é a ocupação que garante o sustento, enquanto a carreira representa a jornada profissional impulsionada pela paixão. A vocação, por sua vez, é descrita como algo sagrado, um “chamado” que transcende as outras categorias. Ao fazer essas distinções, é possível evitar que a insatisfação em uma área contamine as demais. Interessante, não?

Um dos maiores desafios dos jovens hoje em dia, na visão da autora, seria internalizar que não é preciso abrir mão de suas paixões apenas porque elas não se encaixam no trabalho ou na carreira.

“Se você tem uma vocação ou um hobby, é possível viver uma vida criativa enquanto lida com as demandas do mundo material”, afirma. Essa visão pode libertar e transformar a forma como encaramos as escolhas profissionais e pessoais – sobretudo, na época do vestibular. Confira abaixo o que a autora define como hobby, trabalho, carreira e vocação.

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Hobby

De acordo com Gilbert, hobby é algo que fazemos exclusivamente por diversão. E ponto final: ele não carrega pressão financeira ou social e não precisa ser mostrado a ninguém. “O maravilhoso do hobby é que os riscos são zero”, diz ela. Pintar, cozinhar, cantar ou cuidar de um jardim podem ser exemplos de hobbies que trazem prazer e leveza à vida.

Mas veja bem: ela esclarece que ter um hobby não é obrigatório para ninguém – muita gente, inclusive, vive plenamente sem um. Não há dúvidas, no entanto, que ele pode ajudar a enriquecer a vida ao criar espaços de expressão pessoal e descompressão do mundo real. É uma forma de se lembrar de que somos mais do que apenas “engrenagens de uma máquina”.

Ao resgatar esse lado lúdico – que geralmente perdemos depois da infância –, nos tornamos mais criativos e menos sobrecarregados pelas pressões do dia a dia.

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Trabalho

O trabalho é aquilo que garante nosso sustento. A não ser que você tenha nascido herdeiro, não tem muita escapatória. “Você tem que ter um trabalho”, enfatiza Gilbert. No mundo capitalista em que vivemos, pagar as contas é uma necessidade inescapável. Ela explica que, diferentemente do hobby, o trabalho não precisa ser algo apaixonante ou realizado com prazer. Ele é, muitas vezes, apenas uma troca: você oferece um serviço e recebe dinheiro em troca.

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Por isso, é tão importante não criar expectativas irreais em relação ao trabalho. Ele não precisa ser perfeito ou excitante. O essencial é que ele permita se manter independente financeiramente e cumprir suas obrigações. No entanto, é preciso ressalvas: se o ambiente de trabalho é tóxico ou insustentável, é preciso buscar alternativas.

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Carreira

Enquanto o trabalho é uma necessidade, a carreira é uma escolha. É uma forma de emprego que envolve paixão e comprometimento. É uma jornada que exige dedicação extra, sacrifícios e vontade de crescer. Consegue ver a diferença? Gilbert, porém, deixa claro que ter uma carreira também não é obrigatório. Por mais que a sociedade insista, não há regras.

“Se você odeia sua carreira, talvez seja melhor trocar por um trabalho comum e buscar satisfação em outras áreas”, aconselha.

A autora também observa que a carreira é mais frágil do que parece. Mudanças na indústria, falta de oportunidades ou desinteresse do público podem encerrar uma trajetória profissional. Por isso, ela sugere que, ao escolher uma carreira, seja algo que realmente importe para você e traga significado. Porque quase sempre será desafiador.

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Vocação

Por fim, a vocação é o mais sagrado dos quatro conceitos. A autora o descreve como um chamado, algo que vem de dentro e transcende obrigações materiais. Bem na linha artista do Renascimento, sabe? Para ela, a vocação “é uma participação na história da criação”, algo que conecta a pessoa ao seu propósito mais profundo.

E uma característica especial da vocação é que ela é independente de aprovação externa. Alguém pode perder seu emprego ou carreira, mas nunca sua vocação.

Para a autora, sua vocação de escritora existia muito antes de ela publicar seus livros e continuará existindo mesmo que sua carreira como autora termine, por exemplo. “É o fogo que eu vou manter aceso, não importa o que aconteça”, declara.

Uma vida mais completa

Entender que nem tudo precisa ser uma paixão ou uma obrigação ajuda a equilibrar as expectativas e a criar uma vida mais completa. Vamos imaginar, por exemplo, um estudante que sonha em ser músico, mas ainda não consegue viver de sua arte.

  • Ele pode trabalhar como professor para pagar as contas;
  • Ter um hobby como fotografia para desopilar;
  • Investir na música como vocação, mas sem pressão de transformar isso imediatamente em uma carreira.
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Em conclusão, a autora enfatiza que a chave é ter responsabilidade e autoaceitação para não abrir mão do que importa. Identifique o que cada um desses conceitos significa em sua vida e use-os como ferramentas para construir o futuro que deseja.

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