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O que é o ‘tribunal ideológico’ que o MEC quer criar para avaliar o Enem

MEC planeja comissão que avaliará "questões subjetivas" e itens que vão contra "valores morais"

Por Juliana Morales Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
18 jun 2021, 18h51 • Atualizado em 9 set 2021, 20h58
Pastor Milton Ribeiro, Ministro da Educação
Pastor Milton Ribeiro, Ministro da Educação (- Pinterest/Divulgação)
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  • Recentemente o ministro da Educação, Milton Ribeiro, falou em entrevista da possibilidade de analisar pessoalmente as questões do Enem para evitar “perguntas muito subjetivas e até mesmo com cunho ideológico”. Tempos depois, ele voltou atrás e disse que não terá acesso às questões do exame.

    A reportagem da Folha de S.Paulo teve acesso à minuta de uma portaria do Inep, responsável pelo Enem, “que estabelece uma espécie de tribunal ideológico, com a criação de uma nova instância de análise dos itens das avaliações da educação básica”. A comissão permanente, segundo o documento, não permitirá “questões subjetivas” e terá atenção a “valores morais”.

    Ainda de acordo com o documento, o grupo será formado pelo presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, o diretor de Avaliação da Educação Básica e outros dois integrantes externos para cada uma das quatro áreas avaliadas pela prova (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza).

    Iniciativa desse tipo não é novidade no governo Bolsonaro. Em 2019, foi criada uma comissão para inspecionar os itens do Enem. O parecer desaconselhava o uso de 66 questões na prova, além de sugerir a troca da palavra “ditadura” por “regime militar” em uma das perguntas do exame, defendendo que o termo geraria “leitura direcionada da história”.

    Críticas e preocupações

    Servidores da área técnica do Ministério da Educação estão preocupados com a escolha dos membros para compor a comissão, como apurou a Folha em outra reportagem. Em abril, funcionários do Inep publicaram uma carta alertando sobre os riscos das nomeações ideológicas no órgão e sucessivas trocas de comando.

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    Em  junho, o ministro Ribeiro nomeou integrantes sem especialização em avaliação, área de atuação do INEP. Entre eles, o deputado estadual de São Paulo, Tenente Coimbra (PSL), militar da reserva e o pastor e reitor da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira).

    Segundo a Folha, Milton Ribeiro está tratando o tema com urgência, por isso a publicação oficial da portaria da comissão para avaliar o “teor ideológico” do Enem 2021 deve sair nos próximos dias.

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