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Figuras de linguagem: entenda o que são e quando usar

As figuras de linguagem dividem-se em figuras de som, de pensamento (ideias) e das próprias palavras

Por Redação do Guia do Estudante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
4 ago 2022, 11h56 • Atualizado em 8 nov 2023, 10h51
  • As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.

    Figuras de som

    1. aliteração:

    consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
    “Belos beijos bailavam bebendo breves brumas boreais” (Luan Farigotini)

    2. assonância:

    consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
    “Ó Formas alvas, brancas, Formas claras” (Cruz e Sousa)
    c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
    “Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias” (Padre António Vieira)

    Figuras de construção

    1. elipse:

    consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
    “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

    2. zeugma:

    consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
    Ela come pizza; eu, carne. (omissão de como)

    + Adjetivos: o que são, quais tipos existem e quando usar

    3. polissíndeto:

    consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.

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    “Longe do estéril turbilhão da rua,
    Beneditino, escreve! No aconchego
    Do claustro, na paciência e no sossego,
    Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!”
    com calma sem sofrer” (Olavo Bilac)

    4. inversão:

    consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
    “Do que a terra mais garrida / Teus risonhos, lindos campos têm mais flores” (Osório Duque Estrada, em Hino Nacional Brasileiro)

    5. silepse:

    consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

     silepse de gênero
    Vossa Excelência está preocupado.

    silepse de número
    Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

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    silepse de pessoa
    “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

    6. anacoluto:

    consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
    “O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto” (Carlos Drummond de Andrade) .

    7. pleonasmo:

    consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
    “Ó mar salgado, quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal”
    (Fernando Pessoa)

    8. anáfora:

    consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
    “ Amor é um fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer” (Camões)

    + Substantivos: o que são, quais os tipos e como usá-los

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    Figuras de pensamento

    1. antítese:

    consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
    “Eu vi a cara da morte, e ela estava viva”. (Cazuza)

    2. ironia:

    é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
    “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

    3. eufemismo:

    consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
    “Seu Jurandir partiu desta para uma melhor.” (em vez de ele morreu)

    4. hipérbole:

    trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
    “Estava morrendo de fome.” (em vez de estava com muita fome)

    5. prosopopeia ou personificação:

    consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
    “Devagar as janelas olham…” (Carlos Drummond de Andrade)

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    6. gradação ou clímax:

    é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
    “O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário.” (Olavo Bilac)

    7. apóstrofe:

    consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).
    “Ó Leonor, não caias!”

    Figuras de palavras

    1. metáfora:

    consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.
    “Meu coração é um balde despejado” (Fernando Pessoa)

    2. metonímia:

    como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:
    Sócrates tomou as mortes. (O efeito é a morte, a causa é o veneno).

    3. catacrese:

    ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.
    O pé da mesa estava quebrado.

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    4. antonomásia ou perífrase:

    consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:
    O Rei do Futebol (em vez de Pelé)

    5. sinestesia:

    trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
    “Como era áspero o aroma daquela fruta exótica” (Giuliano Fratin)

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