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Pré-Modernismo: prosa, poesia e autores

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Por Redação do Guia do Estudante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 set 2010, 17h16 • Atualizado em 6 set 2019, 16h06
  • Período de transição entre as estéticas do século 19 e o Modernismo, o Pré-Modernismo não constitui uma estética literária, mas busca novo caminho para a literatura brasileira, usando diversidade de temas e de abordagens. Seus temas voltam-se a questões sociais e ao positivismo. Sua linguagem oscila entre rebuscamento e coloquialismo.

    Com o que ficar atento?
    Durante o Pré-Modernismo coexistiram tendências conservadoras e renovadoras, por isso o período envolve grande diversidade de autores e gêneros, na prosa e na poesia.

    Prosa: aqui destacam-se três autores: Euclides da Cunha (1866 – 1909), autor de Os Sertões, com seu estilo barroco, marcado pela interpretação cientificista dos fatos; Lima Barreto (1881 – 1922), autor de Triste fim de Policarpo Quaresma, cuja ficção traça um quadro fiel do cotidiano nos subúrbios do Rio de Janeiro; e Monteiro Lobato (1882 – 1948), criador do Sítio do Pica-pau Amarelo e do Jeca Tatu, que apresenta em suas obras a realidade nacional despida de embelezamentos ufanistas.

    Poesia: destaca-se Augusto dos Anjos (1884 – 1914), que combina elementos parnasianos, simbolistas e expressionistas a uma preocupação formal que demonstra certo exagero e deformação expressiva.

    Como pode cair no vestibular?
    A construção de um Brasil literário correspondente ao Brasil real – através da aproximação entre literatura e realidade – foi uma das principais preocupações dos Pré-Modernistas e pode ser explorada em questões sobre o panorama histórico-cultural da época.

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    Como já caiu no vestibular?
    (UFRGS) No prefácio da primeira edição de Urupês, diz Monteiro Lobato:

    “E aqui aproveito o lance para implorar perdão ao pobre Jeca. Eu ignorava que eras assim, meu Tatu, por motivo de doença. Hoje é com piedade infinita que te encara quem, naquele tempo, só via em ti um mamparreiro de marca. Perdoas?”

    A partir deste fragmento, considerando o contexto do artigo “Urupês” e a trajetória intelectual de Lobato, responda:

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    a) O que significa ‘mamparreiro’ – termo corrente no norte do Brasil?
    b) O que Lobato descobre em relação à natureza física e mental do caboclo brasileiro, assim como à sua condição histórica e política, que lhe permite fazer esta auto-crítica ainda em 1918?

    Gabarito

    Resposta correta:
    a) vadio, preguiçoso.
    b) Para Lobato, então fazendeiro no interior paulista, a explicação para a apatia, a indolência e a incapacidade produtiva do Jeca encontrava-se nas facilidades de sobrevivência proporcionadas pela mandioca, milho e cana.
    Comentário: A posição de Monteiro Lobato é contrária às teses raciais e climáticas que reduziam as condições precárias do trabalhador do campo a uma condição inerente e inata.

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