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Pão de Toni? Conheça a misteriosa origem do panetone

Conheça a história — cheia de reviravoltas e crendices populares — de um símbolos do fim de ano

Por Isabella Lopes
6 dez 2025, 19h00 • Atualizado em 8 dez 2025, 10h21
panetone com frutas cristalizadas cortado
 (Wikimedia Commons/Reprodução)
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  • Tem quem goste do tradicional, com frutas cristalizadas, e outros que preferem a versão com chocolate. Segundo uma das possíveis histórias de sua origem, este tipo de pão doce foi inventado por um padeiro chamado Toni, em Milão, na Itália. Com o tempo, o “pão de Toni” (em português) teria sido contraído em uma palavra, usada até hoje. O famoso panetone. Mas será que isso é verdade ou não passa de lenda?

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    Como surgiu o panetone?

    A história exata do doce é desconhecida, visto que sua receita é considerada uma “tradição coletiva”, conforme explica à BBC Massimo Montanari, professor de história da Alimentação na Universidade de Bolonha, na Itália.

    Mas estima-se que tudo tenha começado por volta do século 15 – pelo menos conforme explica este site do Ministério do Turismo italiano. Na época, o trigo era considerado um produto de grande valor aquisitivo, destinado principalmente à camada mais rica da população. Essa é uma das lendas sobre o nome do panetone: ele viria de “pane de ton”, ou seja, um “pão de luxo” no dialeto milanês.  No Natal, no entanto, o trigo se popularizava, com as padarias produzindo diversos pães, e o panetone teria ganhado às mesas neste contexto.

    Uma outra explicação conta que o ancestral do panetone era o pão de festa, que tinha como característica o acréscimo de açúcar, especiarias e passas, muito consumido em festividades. O surgimento do famoso pão natalino, portanto, também estaria ligado a esse hábito, compartilhado com a família: três unidades de pão à base de trigo eram colocadas sobre uma mesa para as pessoas dividirem. Um pedaço era retirado e guardado para o próximo ano, como símbolo de continuidade.

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    Esse ritual foi registrado por Giorgio Valagussa tutor da família de duques Sforza, no livreto “De originis et causis ceremoniarum quae celebrantur in Nataliciis” (“Sobre a origem e as causas das cerimônias que são celebradas na véspera de Natal“, em português). A cerimônia seria uma espécie de reencenação da última ceia cristã, feita pela aristocracia.

    Mas e o tal do “pão de Toni”, onde entra?

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    A lenda do pão de Toni

    De acordo com uma das lendas mais populares – mas sem embasamento histórico – o panetone teria surgido ao acaso no final do século 15. Em uma véspera de Natal, a corte do milanês Ludovico Sforza, “O Mouro”, alimentava-se de um banquete como ceia. A sobremesa da noite seriam biscoitos, que estariam sob supervisão do jovem Toni.

    Em um momento de desatenção, o alimento teria assado acima do necessário e queimado. Com medo de sofrer punições, o padeiro misturou uma massa que seria usada no dia 25 de dezembro com especiarias, açúcar e frutas. O resultado agradou a família Sforza e Ludovico teria nomeado a criação em homenagem a Toni: o “pane di Tone” (ou “pão de Toni” em português). Assim, com o passar do tempo, a receita tornou-se famosa na Itália — e posteriormente no restante do mundo — com o nome “panetone”. 

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    Segundo registros da Encyclopedia Britannica, o termo — que também pode significar “pão grande” — teve registro no dicionário apenas em 1839. Isso demonstra que, embora as pessoas já consumissem o aperitivo, não havia uma formalização estabelecida. 

    A receita do doce, porém, permaneceu bem parecida à original até o final do século 19 e início do século 20. O padeiro Giovanni Felice Luraschi, de Milão, adicionou o fermento na massa, para ampliar o tamanho do panetone. Já em 1919, Angelo Motta, dono de uma padaria milanesa, acrescentou levedura à mistura, que seria então embrulhada em um papel manteiga. Assim, o pão doce ganhou forma mais arredondada e menos achatada.

    As inovações de Motta passaram ainda por mais adaptações e, em 1925, Gioacchino Alemagna, também padeiro, ampliou a competição de vendas de um dos símbolos natalinos.

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