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“Opúsculo Humanitário”, a obra feminista de 1853 que entrou na lista da Fuvest 2026

Resumo e tudo o que você precisa saber sobre a obra pioneira de Nísia Floresta que está na lista de leituras obrigatórios do vestibular da USP

Por Redação
24 fev 2025, 19h00
Montagem com ilustração de Nísia Floresta e a capa do livro Opúsculo Humanitário
"Opúsculo Humanitário" está presente na lista 100% feminina de leituras obrigatórias da Fuvest 2026 (Wikimedia Commons/Companhia das Letras/Guia do Estudante)
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Opúsculo Humanitário“, de Nísia Floresta, foi uma das obras incluídas na lista de obras de leitura obrigatória da Fuvest 2026 – que conta apenas com mulheres como autoras.  Isso por si só já é motivo para colocar a leitura do livro em sua rotina, mas a obra vai além e gera reflexões para sua formação como cidadão, abordando a condição da mulher no Brasil do século 19 e o papel crucial da educação na luta por igualdade de direitos.

Publicado em 1853, “Opúsculo Humanitário” é um marco na literatura feminista brasileira. Escrito por Nísia Floresta, uma das pioneiras do movimento, a obra é composta por 62 artigos que discutem a opressão feminina e propõem os estudos como caminho para a emancipação das mulheres.

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Ao longo de seus textos, Nísia defende que a igualdade de gênero não pode ser alcançada sem a educação plena das mulheres, argumentando que seu papel na sociedade seria transformado a partir da superação das limitações impostas pela educação restrita. Em um contexto histórico em que as mulheres eram marginalizadas, o livro se destaca como uma espécie de cobrança por mais liberdade e direitos, refletindo o pensamento progressista da autora.

A obra é fundamental para entender o movimento feminista no Brasil e a contribuição de Nísia para a luta social. Ao abordar questões como a desigualdade de gênero, a educação e a dignidade humana, ela oferece uma visão de um Brasil mais justo e igualitário, que ainda ressoa nos debates contemporâneos sobre os direitos das mulheres.

A vida e o legado de Nísia Floresta

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nasceu no Rio Grande do Norte em 1810 e faleceu em 1885, na França. Foi educadora, escritora, poetisa e militante feminista. Aos 28 anos, fundou no Rio de Janeiro um colégio para meninas com propostas pedagógicas inovadoras para a época, oferecendo uma educação similar à dos meninos, o que era revolucionário para o contexto social do século 19.

Ela foi uma das primeiras mulheres a romper os limites da sociedade patriarcal, não apenas ao dirigir instituições educacionais, mas também ao escrever e publicar em jornais da época, sendo uma das primeiras mulheres a se destacar no cenário intelectual brasileiro. Nísia também foi uma defensora das causas abolicionistas e republicanas, tornando-se uma figura crucial para o movimento feminista e pela igualdade social.

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“Opúsculo Humanitário”: um manifesto feminista

A obra reúne uma série de 62 artigos escritos por Nísia, que, em grande parte, já haviam sido publicados anteriormente em periódicos como o Diário do Rio de Janeiro e O Liberal. A obra tem como principal foco a condição das mulheres na sociedade brasileira e a importância da educação para superar as desigualdades sociais que as limitavam.

Em seus textos, Nísia critica a educação restrita e voltada para o trabalho doméstico, propondo uma reformulação do sistema educacional que permitisse que as mulheres assumissem papéis mais ativos na sociedade.

Ela argumenta que a educação não apenas desenvolve o intelecto das mulheres, mas é a chave para o seu fortalecimento como cidadãs, profissionais e, principalmente, como agentes transformadores da sociedade.

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A defesa da igualdade de gênero

Um dos principais pontos de “Opúsculo Humanitário” é a crítica ao tratamento desigual entre homens e mulheres. A autora defende que a educação é essencial para que as mulheres possam alcançar igualdade de oportunidades, especialmente em relação ao acesso ao ensino e à participação ativa nas questões públicas e sociais.

Para ela, a condição inferior das mulheres não era algo natural, mas uma construção social que poderia ser desfeita por meio da educação e da conscientização.

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O pensamento humanitário e a luta por justiça social

Embora o foco seja a educação feminina, Nísia também se posiciona como uma defensora de uma visão mais ampla de justiça social. Em seus textos, ela aborda a situação dos negros e dos povos indígenas, sendo uma das primeiras intelectuais a denunciar as injustiças sociais e raciais do Brasil.

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Sua luta pela igualdade de direitos e pelo fim da opressão se estendia a todas as camadas marginalizadas da sociedade.

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A atualidade de “Opúsculo Humanitário”

A obra continua a ser um marco importante na literatura brasileira e um texto fundamental para a compreensão da história do feminismo no Brasil. A recente inclusão de “Opúsculo Humanitário” na lista de leituras obrigatórias da Fuvest demonstra o reconhecimento crescente da importância dessa obra na formação de uma consciência crítica sobre as questões de gênero e direitos humanos.

Em 2019, o Senado Federal lançou uma nova edição da obra, parte da Coleção Escritoras do Brasil, com correções ortográficas e notas explicativas, mantendo o conteúdo original.

Em 2024, uma nova edição revista e ampliada foi lançada, garantindo ainda mais acesso à obra para estudantes e leitores em geral.

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Opúsculo humanitário

Capa do livro "Opúsculo humanitário", de Nísia Teixeira

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