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Manifestantes em greve tomam reitoria da USP

Funcionários estão em greve desde 5 de maio. Aulas seguem normalmente

Por Bruno Aragaki
8 jun 2010, 13h30 • Atualizado em 16 Maio 2017, 13h49
  • Manifestantes em greve tomam reitoria da USP
    Cena de 2009: reitoria chamou PM para evitar bloqueio a prédios. Este ano, administração ameaça cobrar multa de R$ 1 mil por dia de piquetes ()

    Funcionários prometem radicalizar greve

    ECA havia sido bloqueada; reitoria ‘repudiou’
    Funcionários em greve há um mês tomaram nesta terça-feira (8) a reitoria da USP (Universidade de São Paulo). Segundo o sindicato da categoria, o Sintusp, às 13h cerca de 500 pessoas haviam se instalado no prédio.

    Magno Carvalho, um dos diretores do Sintusp, afirma que não há previsão de saída. Em 2007, em episódio semelhante, estudantes permaneceram 51 dias no prédio e houve ameaça de confronto com a tropa de choque da Polícia Militar.

    Em 2009, tentativa de bloqueio a entrada da reitoria terminou em conflito com policiais militares. A direção da universidade ainda não divulgou se usará força policial para retomar o prédio.

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    – USP cancela aula durante jogos da Copa

    A reitoria foi tomada um dia depois de os funcionários confirmarem que o pagamento de maio foi descontado dos grevistas. “É uma irresponsabilidade. Eles vão deixar gente passar fome?”, disse Carvalho. Ele afirma que cerca de mil funcionários tiveram descontos no salário devido à greve.

    CORTE DE PONTO
    A reitoria da USP havia sinalizado, no início de maio, que ‘cortaria o ponto’ (suspenderia o pagamento) dos funcionários que cruzassem os braços. Também foi anunciada multa de R$ 1 000 ao dia por piquetes e barricadas feitos dentro do campus.

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    Os funcionários reivindicam reajuste salarial de 16% e incorporação de R$ 200 aos salários. Eles se queixam também do aumento de 6% concedido apenas aos professores – que não aderiram à greve.

    As aulas acontecem normalmente, apesar das manifestações. Relatos de alunos dão conta de que serviços como bibliotecas, secretarias, ônibus no campus e restaurante universitários foram afetados.

    Documento publicado pela reitoria afirma que a direção da universidade “mantém-se aberta ao diálogo com quaisquer segmentos da Universidade”. Veja a proposta de acordo feita pela reitoria e as reivindicações do sindicato.

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