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Como organizar os estudos de inglês para o Enem

Veja técnicas para estudantes com diferentes graus de domínio do idioma

Por Julia Di Spagna 18 abr 2018, 07h00 | Atualizado em 4 jul 2026, 12h03
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LONDON, ENGLAND - APRIL 27: A Union Jack flies outside Westminster Abbey on April 27, 2011 in London, England. With only two days to go before the Royal Wedding, security checks and last minute preparations are continuing around Westminster Abbey, Buckingham Palace and along the route that Prince William and Catherine Middleton will take. (Photo by Chris Jackson/Getty Images) (Chris Jackson/Getty Images)
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Alguns estudantes tiveram contato com a língua inglesa desde pequenos. Outros começaram a se familiarizar com o idioma mais tarde. De qualquer forma, seja qual for o seu nível, para garantir esses pontos no Enem é preciso estudar. Mesmo pessoas que dominam a língua podem se confundir com as alternativas e, sem uma estratégia adequada, perder mais tempo do que deveriam nas questões fáceis.

Segundo o professor de inglês Francisco de Oliveira, do Poliedro, o exame nunca cobra gramática e investe na interpretação de textos. “O Enem tem evoluído muito nos últimos anos em termos de diversidade de gêneros textuais, com poemas, letras de músicas, propagandas e charges. Além disso, o nível cobrado é intermediário”.

Breno Morita, professor de inglês do Etapa, conta que além dos gêneros diferentes, a prova oscila entre o vocabulário formal e informal, então mesmo os que dominam a língua precisam se preparar. “O importante é investir em vocabulário e não apenas em regras gramaticais. Desenvolva sua capacidade de leitura e de interpretação”.

O professor ressalta a importância de refazer provas antigas para perceber qual o tipo de pergunta que costuma ser cobrada. “Conheça os exames anteriores, isso faz toda a diferença. Pegar vestibulares semelhantes também é válido. A Fuvest e a Unicamp são muito parecidas na área, por exemplo”.

Dicas para quem já domina o inglês

“Idioma é contato. Se não treinar perde a habilidade”. Francisco afirma que filmes, músicas e documentários podem ser muito úteis para relaxar sem deixar de aprender. “A língua está rolando. Tudo que você puder fazer para agregar é válido, seja por meio da leitura ou do audiovisual”.

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Entretanto, Breno alerta que essa ferramenta é mais adequada para quem tem um nível de inglês intermediário ou avançado. “Isso não funciona muito bem para quem não está com o inglês tão forte por causa da velocidade em que tudo se passa. Se você não estiver seguro com o idioma pode não entender muita coisa e isso irá gerar um desgaste emocional”.

Na hora da prova

Francisco ainda dá uma dica para o dia da prova. Alguns alunos costumam ler as alternativas e, depois, caçam as respostas no texto. Para o professor, essa tática só funciona para quem está muito seguro com a língua. Do contrário, isso é um equívoco.

“Nos testes, se você ler as questões primeiro pode ser induzido ao erro. É perigoso. Primeiramente, leia o texto e marque as palavras-chave. O segundo passo é fazer um resumo mental do que foi lido, organizando o que entendeu. Só depois vá para as alternativas. Antes de marcar, sempre localize e cheque a informação no texto. Assim fica mais fácil”.

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