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A leitura obrigatória da Fuvest que aborda racismo e desigualdade

Livro escancara as desigualdades raciais e de gênero no Brasil, abordando a exploração das mulheres negras e a violência estrutural

Por Ludimila Ferreira
23 fev 2025, 19h00
Conceição Evaristo Canção para ninar menino grande
 (Editora Pallas/Reprodução)
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“Canção para ninar menino grande”, de Conceição Evaristo, é leitura obrigatória da Fuvest 2026 (Fundação Universitária para o Vestibular), vestibular que é a principal porta de entrada para a Universidade de São Paulo (USP). O romance explora temas como racismo estrutural, violência de gênero e a exploração do trabalho doméstico.

A obra destaca a resistência das mulheres negras diante de um sistema opressor, se tornando leitura essencial para entender as dinâmicas sociais do Brasil. Tema este recorrente no repertório de Conceição Evaristo, escritora afro-brasileira homenageada como Personalidade Literária do Ano pelo Prêmio Jabuti, em 2019.

Suas obras abordam a ancestralidade e a genealogia afro-brasileira, retratando o cotidiano de mulheres negras e os preconceitos que enfrentam nos âmbitos social, cultural e político.

Abaixo, conheça o livro “Canção para ninar menino grande”!

+ Quem é Conceição Evaristo, autora que aparece nos maiores vestibulares

Exploração da mulher negra no ambiente doméstico

O livro “Canção para ninar menino grande”, publicado em 2018 e dividido em dezenove capítulos, conta a história de Maria, uma mulher negra que trabalha como empregada doméstica e vive à sombra de um relacionamento abusivo com o patrão, o “menino grande” do título.

A partir dessa relação, Conceição Evaristo expõe a hierarquia social que estrutura a sociedade brasileira, destacando a exploração da mulher negra dentro das casas de famílias brancas. Maria não apenas sofre abusos físicos e psicológicos, mas também carrega o peso de um sistema que normaliza a violência e o silenciamento das mulheres negras.

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+ Fuvest 2026: veja nova lista de livros obrigatórios só com mulheres

A narrativa alterna entre passado e presente, revelando como a infância e a trajetória de Maria moldaram sua percepção do mundo e sua resistência. Ao longo da obra, a protagonista luta para recuperar sua dignidade e autonomia, demonstrando que, apesar das opressões, há espaço para a resistência e para a luta por liberdade.

Racismo estrutural e violência de gênero

Entre os temas sociais abordados, o racismo estrutural aparece com força, ao mostrar Maria sendo marginalizada tanto na infância quanto na vida adulta. A violência de gênero também é central na trama, expondo como o machismo perpetua ciclos de dor e submissão. Além disso, a exploração do trabalho doméstico revela a herança colonial que ainda marca as relações sociais no Brasil, colocando mulheres negras em posições de servidão.

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Conceição Evaristo constrói sua narrativa com o conceito de “escrevivência”, termo que a própria autora criou para descrever a escrita baseada na experiência vivida, principalmente pela população negra e periférica. Esse estilo faz com que o leitor se conecte emocionalmente e se envolva não apenas com a história de Maria, mas com a realidade das mulheres negras no Brasil.

“Canção para ninar menino grande” denuncia injustiças, mas também aponta para a potência da resistência e da memória como formas de enfrentamento das desigualdades.

Canção para ninar menino grande

Canção para ninar menino grande

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Livro escancara as desigualdades raciais e de gênero no Brasil, abordando a exploração das mulheres negras e a violência estrutural

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