O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou hoje (16) que o governo não pode obrigar que universidades adotem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de seleção.
Atualmente, duas das principais universidades do país não usam a nota do Enem de nenhuma maneira: a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"Nós temos que respeitar a autonomia universitária. Não podemos obrigar uma instituição a adotar o Enem em substituição ao vestibular", disse Haddad.
Ele ressaltou que a participação dos estudantes no Enem em cada estado tende a aumentar quando as universidades públicas locais passarem a adotar a prova. Atualmente o exame é voluntário. Em 2010, 56% dos alunos concluintes do ensino médio participaram da avaliação.
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A prova este ano será aplicada em 22 e 23 de outubro para 5,3 milhões de estudantes. Sobre o medo de que, pelo terceiro ano consecutivo, ocorra algum problema com a prova, Haddad disse que o MEC está "agregando inteligência ao processo" para que não se repitam os erros ocorridos nas edições passadas.
"Neste ano temos uma empresa de gerência de riscos no processo e o Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial] está participando da certificação das etapas no que diz respeito à segurança", afirmou o ministro.
Em 2009, um caderno de questões foi roubado da gráfica que imprimia as provas às vésperas do exame. A prova teve de ser adiada e feita com questões reunidas às pressas. No ano passado, erros de impressão em alguns cadernos de prova e em folhas de resposta levou o ministério a reaplicar as provas a um grupo de cerca de 4 mil alunos.
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