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7 HQs brasileiras para você conhecer

De clássicos da infância a adaptações de autores contemporâneos, uma selação para conhecer e celebrar autores nacionais do gênero

Por Luccas Diaz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
2 fev 2026, 10h00 • Atualizado em 2 fev 2026, 10h04
Imagem mostra três capas de quadrinhos brasileiros lado a lado sobre um fundo azul com círculos em tom mais escuro. À esquerda, a capa de “Cumbe”, de Marcelo D’Salete, traz um personagem negro com arma em punho em cenário de mata em cores terrosas e azul escuro. Ao centro, a capa de “Tungstênio”, de Marcello Quintanilha, aparece em preto e branco com o desenho de um ônibus urbano, emoldurado por um quadrado rosa-choque. À direita, a capa de “Todo Bob Cuspe”, de Angeli, tem fundo verde-claro e ilustração em preto de um personagem punk sentado em um bloco com correntes, com o título em letras grandes na parte superior.
 (Amazon/Canva/Guia do Estudante)
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  • Durante muito tempo, as histórias em quadrinhos foram tratadas como um gênero “menor”, associadas apenas ao entretenimento infantil. Essa visão, no entanto, ignora o papel que as HQs exercem na formação de leitores e na própria ampliação do repertório cultural. Como não pensar em Mauricio de Sousa, e sua Turma da Mônica, ao falar de alfabetização no Brasil? O formato, que combina textos rápidos com ilustrações cena a cena, é uma verdadeira porta de entrada para a leitura e pode estimular mais diretamente conexões e interpretações das histórias.

    Para os leitores que não são familiarizados com o gênero, ou que querem começar, o GUIA DO ESTUDANTE selecionou 7 obras de autores nacionais para mergulhar nesse universo. Os títulos vão de clássicos da infância até HQs que reimaginam personagens históricos, refletem grandes questões existenciais ou adaptam clássicos da literatura.

    1. “Cumbe”, de Marcelo D’Salete

    "Cumbe", de Marcelo d’Salete

    Capa da HQ "Cumbe", de Marcelo d'Salete

     

    De Marcelo D’Salete, “Cumbe” reúne histórias sobre a resistência de africanos escravizados no Brasil colonial. Não se limitando apenas a revoltas abertas, a HQ evidencia gestos cotidianos de insubordinação, expondo as fissuras de uma sociedade estruturada pela violência racial. Com traço marcado por contrastes e economia de palavras, o autor constrói narrativas densas, em que a História serve de pano de fundo para apresentar personagens complexos.

    2. “Dois Irmãos”, de Fábio Moon e Gabriel Bá

    "Dois Irmãos", de Fábio Moon e Gabriel Bá

    Capa da HQ "Dois Irmãos", de Fábio Moon e Gabriel Bá

     

    A adaptação do clássico de Milton Hatoum (já cobrado no vestibulares, inclusive) preserva o drama familiar e a atmosfera sufocante da obra original. Nos traços em preto e branco, Fábio Moon e Gabriel Bá recriam a cidade de Manaus como um espaço de desafetos e rivalidades entre os dois protagonistas. Uma alternativa que pode agradar os leitores que precisam fazer a leitura da obra original.

    3. “Manual do Minotauro”, de Laerte

    "Manual do Minotauro", de Laerte

    Capa da HQ " Manual do Minotauro", de Laerte

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    Nesta fase da carreira, Laerte abandona o humor de punchline, famoso em suas tirinhas publicadas nos jornais, para explorar reflexões filosóficas, existenciais e poéticas. As tiras não oferecem respostas fáceis: provocam, inquietam e, por vezes, desconcertam.

    4. “Tungstênio”, de Marcello Quintanilha

    "Tungstênio", de Marcello Quintanilha

    Capa da HQ "Tungstênio", de Marcello Quintanilha

     

    A HQ acompanha um único dia na vida de pessoas comuns cujas trajetórias se cruzam a partir de um crime ambiental em Salvador, na Bahia. Com narrativa seca e enquadramentos precisos, Marcello Quintanilha constrói um suspense que expõe desigualdades, violência e relações de poder típicas do Brasil.

    5. “Estórias Gerais”, de Wellington Srbek e Flavio Colin

    "Estórias Gerais", de Wellington Srbek e Flavio Colin

    Capa da HQ "Estórias Gerais", de Wellington Srbek e Flavio Colin

     

    No sertão mineiro dos anos 1920, coronéis, jagunços e figuras míticas se cruzam nessa narrativa que mistura realismo e fabulação. O traço de Flavio Colin e o roteiro fragmentado de Wellington Srbek costuram juntos um Brasil rural marcado pela violência, disputas de poder e crenças populares. É um clássico dos quadrinhos nacionais e, com certeza, ainda muito atual.

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    6. “Todo Bob Cuspe”, de Angeli

    "Todo Bob Cuspe", de Angeli

    Capa da HQ "Todo Bob Cuspe", de Angeli

     

    Criado nos anos 1980 por Angeli, o personagem Bob Cuspe é um retrato ácido da marginalidade urbana e da insatisfação social no período pós-Ditadura Militar (1964-1985). O personagem, todo punk e rebelde, vive à margem — literal e simbolicamente — e funciona como uma crítica à hipocrisia social e cultural da época.

    7. “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo

    "O Menino Maluquinho", de Ziraldo

    Capa da HQ "O Menino Maluquinho", de Ziraldo

     

    Símbolo da infância brasileira, o personagem criado por Ziraldo sintetiza curiosidade, imaginação e, claro, as travessuras juvenis. Por trás do humor e das situações cotidianas, a obra constrói uma visão brasileiríssima da infância, valorizando a criatividade e a liberdade de ser. Um clássico que atravessa gerações e costuma ser a porta de entrada para muitos leitores.

    *A Editora Abril tem uma parceria com a Amazon e recebe uma porcentagem das vendas feitas por meio dos links indicados nesta página. A seleção de produtos segue critérios editoriais. O estoque disponível refere-se ao momento da publicação desta matéria.

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