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Dúvidas de português

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Qual o coletivo de milho?

Não é espigueiro! A gente revela aqui a resposta para você

Por Patrícia Giuffrida
23 mar 2025, 19h00
milho
 (Canva/Guia do Estudante)
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Se alguém te perguntasse qual é o coletivo de milho, o que você responderia? Se sua aposta for algo como “saco“, “espigueiro” ou até “monte de espigas“, cometeria uma baita gafe (apesar de não estar sozinho nessa). A forma correta é “atilho“, que nada mais é do que um feixe de espigas amarradas com a própria palha.

“Atilho se origina do radical do verbo ‘atar’ (at- + -ilho)”, explica Margarete Xavier, autora de língua portuguesa do Fibonacci Sistema de Ensino. Ou seja, o nome faz todo sentido, já que o milho é literalmente atado em feixes para facilitar o transporte e o armazenamento.

A origem do milho

O milho é uma das plantas cultivadas mais antigas do mundo, mas sua história começa muito antes de chegar às feiras e pratos de comida. Segundo Margarete, a palavra “milho” vem do latim “millium”, termo que já designava esse grão desde a antiguidade. Já no português, há registros da palavra “millo” no século 18.

O cultivo desse grão tem origem no continente americano, sendo um dos alimentos mais importantes para civilizações como os maias, astecas e incas. Com a colonização, o milho foi levado para a Europa e, mais tarde, espalhou-se pelo mundo.

Mais de um significado

Uma curiosidade: “O substantivo masculino atilho, além de indicar o coletivo de milho, também designa tira de pano, fita, barbante, palha, cordão ou coisa semelhante para amarrar ou ligar”, conta a professora.

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Como usar “atilho” corretamente?

Confira algumas frases para entender melhor como esse coletivo aparece no dia a dia:

  • Para fazer o fubá, foi preciso juntar mais de um atilho tirado do paiol.
  • Nem todos os plantadores de milho obtiveram lucro com os atilhos levados para a cidade.
  • Quanto devo pagar por esse atilho? Perguntou a mulher ao rapaz da feira.

E até na poesia o termo aparece! A escritora Cecília Meireles utilizou a palavra “atilho” em um de seus versos do “Romanceiro da Inconfidência”. Confira:

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“Dizem que não foi atilho nem punhal atravessado, mas veneno que lhe deram na comida misturado e chegaram os doutores e deixaram declarado que o morto não se matara mas que fora assassinado.”

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