Você acha que o feminino de tatu é “tatua”? Pode parar por aí. Apesar de parecer lógico à primeira vista, essa forma não existe na norma padrão.
A resposta correta é “tatu fêmea”. Como explica Thiago Braga, autor de Língua Portuguesa do Sistema de Ensino pH, “a palavra ‘tatu’ é um substantivo epiceno, ou seja, possui apenas uma forma para ambos os sexos. A distinção é feita dessa forma: o tatu macho e o tatu fêmea”.
Segundo o educador, isso ocorre porque a maioria dos substantivos de origem indígena tupi que designam animais mantêm forma única, independente do sexo do animal.
Qual é o masculino de abelha?
E “a tatu”, pode?
No uso coloquial, em algumas regiões do Brasil, é possível ouvir “a tatu”. Mas atenção: isso não é considerado padrão na norma culta. Para provas e relatórios, prefira sempre a forma reconhecida pela gramática: o tatu fêmea.
De onde vem a palavra “tatu”?
A origem é indígena. Vem do tupi “ta’tu”, que significa “animal de casco duro” ou “couraçado”.
Ta = casca, couraça;
Tu = denso, grosso.
“O termo refere-se à carapaça característica do animal e foi incorporado ao português durante o período colonial”, afirma o educador. Ou seja, o próprio nome já descreve a principal característica do bichinho: sua “casca” resistente.
Exemplos com “tatu fêmea”
- O tatu fêmea cavou uma toca profunda para proteger seus filhotes.
- Encontramos um tatu fêmea atravessando a estrada.
- O tatu fêmea da espécie tatu-canastra pode pesar até 50 kg.
- Na fazenda, avistamos o tatu fêmea com três filhotes.
Três curiosidades sobre os tatus
Para fechar, três fatos que podem render até repertório sociocultural sobre os tatus fêmeas ou machos. Confira aqui!
- Bichinhos dorminhocos: Tatus são animais noturnos, o que significa que realizam a maioria das suas atividades nesse período. Mas, durante o dia, podem dormir até 16 horas, geralmente em tocas! Raramente dividem o espaço com outros tatus.
- Nadadores surpreendentes: Eles amam nadar e conseguem prender a respiração por até 6 minutos! Caminham no fundo de riachos e, ao enfrentar corpos d’água maiores, engolem ar para aumentar a flutuabilidade e nadam como cachorros.
- Nem todo tatu vira bola! Sabia que nem todos conseguem se enrolar completamente como bolinhas? Apenas duas espécies do gênero Tolypeutes fazem isso: o tatu-de-três-faixas-brasileiro e o tatu-de-três-faixas do sul. As outras espécies têm placas ósseas rígidas demais para permitir esse movimento.
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