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Dúvidas de português

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“Conviniente” ou “conveniente”: qual é o certo?

Uma letra faz toda a diferença – e a explicação está aqui

Por Patrícia Giuffrida
20 Maio 2025, 15h00 •
Mulher com cara de dúvida, apoiando o dedo indicador na têmpora, com fundo laranja
 (Freepik/Reprodução)
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  • Se você já ficou em dúvida entre escrever “conviniente” ou “conveniente”, saiba que está longe de ser o único. Essa pegadinha ortográfica até parece fazer sentido, mas a resposta é simples: a forma correta é “conveniente”, com “e”. Esqueça o “i”, que nesse caso é só um impostor linguístico!

    E por que se escreve assim?

    “A palavra ‘conveniente’ é escrita dessa forma porque deriva do latim ‘conveniens” + ‘-entis’, que significa ‘que convém’, ‘adequado’ ou ‘apropriado’. O ‘e’ final da palavra é uma característica da forma do particípio do verbo ‘convenire’, que é usado para formar adjetivos em latim”, explica Jéssica Aline Ferreira Felix, Mestre em Letras pela Unifesp e professora de Língua Portuguesa do Senac Jabaquara, em São Paulo.

    Exemplos que são, sim, bem… convenientes

    Para não restar dúvida, olha como a palavra “conveniente” funciona na prática nesses exemplos:

    • Aquele momento foi muito conveniente para o estudo de campo que estava sendo realizado pelo grupo de alunos;
    • A professora considerou conveniente o comentário da aluna;
    • Era conveniente que terminassem a relação, pois já não era saudável;
    • Diferente de Alice, o comportamento de Cecília era visto como conveniente;
    • Para ele, foi conveniente; para ela, uma perda de tempo.

    E quando vira música ou poesia?

    Sim, a palavra também brilha fora dos vestibulares e redações. Quer ver? A professora Aline lembra de uma canção da saudosa cantora Marília Mendonça: “Foi por Conveniência”. Mas, neste caso, o termo foi usado como substantivo. Olha só este trechinho:

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    “Não teve pedido, nem data marcada
    Nem quer casar comigo, nem beijo na escada
    Em nome da solidão e da carência
    Não foi por amor, foi por conveniência.”

    A palavra também ganha espaço na literatura, como no conto “Os Obedientes”, da coletânea “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector. Confira aqui:

    “Sonhadores, eles passaram a sofrer sonhadores, era heroico suportar. Calados quanto ao entrevisto por cada um, discordando quanto à hora mais conveniente de jantar, um servindo de sacrifício para o outro, amor é sacrifício.”

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