No Twitter, ministro da Educação ataca Drauzio Varella
Abraham Weintraub também mirou a Rede Globo por causa da polêmica envolvendo quadro de Drauzio Varella sobre detentas transexuais
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, resolveu se posicionar nas redes sociais sobre a polêmica envolvendo o quadro do médico Drauzio Varella no Fantástico sobre detentas transexuais. Segundo o ministro, o abraço do médico na presa significou falta de empatia e compaixão com as crianças e famílias. “Antes que eu esqueça: desejo que vocês terminem no inferno!”, declarou Weintraub, referindo-se também à TV Globo.
Em post anterior sobre o assunto, Weintraub sugere um boicote à Globo, afirmando que os conteúdos transmitidos “são LIXO e estão a serviço do mal”.
A polêmica
No dia 1º de março, o Fantástico exibiu uma reportagem em que Drauzio Varella mostra como é a realidade de pessoas transexuais e travestis presas no Brasil. Suzy, uma das entrevistadas, contou que não recebia visita dentro do cárcere há 8 anos. O médico, que há décadas atua como voluntário em penitenciárias por todo o país, se levantou para abraçá-la.
Após a exibição da matéria, o nome de Drauzio foi parar nos Trending Topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. Muitos internautas elogiaram a atitude solidária e sensível do médico. Além disso, aconteceu uma mobilização para que Suzy recebesse cartas no presídio. Depois de tantos pedidos, a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo informou o endereço para correspondência, confirmando que Suzy não recebe visitas há anos.
No último domingo (8), um semana depois da exibição da reportagem, o site O Antagonista divulgou o motivo da prisão dela: segundo a sentença, a detenta cumpre pena por estupro seguido de assassinato de uma criança de 9 anos. As pessoas começaram, então, a pedir boicote à Rede Globo e acusar o médico de apologia ao estupro.
Em resposta, o portal Drauzio Varella publicou uma nota explicando que em todos os lugares que pratica a Medicina, ele não costuma perguntar para seus pacientes se eles fizeram algo de errado. “Sou médico, não juiz”, afirmou o médico. A nota foi lida e reforçada pela Rede Globo.