COMEÇOU: Digital Completo apenas R$1,99

Entenda o caso Covaxin

Aquisição do imunizante tem suspeita de irregularidades e é investigada pelo MPF

Por Danilo Thomaz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
25 jun 2021, 12h23
Jair Bolsonaro
Governo Bolsonaro entra com uma ação no Supremo Tribunal Federal para suspender lei de acesso grátis à internet  (Pinterest/Divulgação)
Continua após publicidade

Está previsto para acontecer nesta sexta-feira (25) o depoimento do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor público de carreira que denunciou ao Ministério Público Federal as pressões atípicas sofridas para liberação da vacina indiana desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech e intermediada pela Precisa Medicamentos.

O caso foi revelado na última sexta-feira pela Folha de S. Paulo. Segundo depoimento, o servidor foi também pressionado para pedir a liberação de forma excepcional junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a quem cabe aprovar ou não os imunizantes, medicamentos e outros produtos que digam respeito à saúde dos brasileiros e brasileiras. O imunizante foi alvo de contestação por parte da agência, que acabou liberando-o em junho, mas com restrições.

Pelo contrato estipulado, o Brasil receberia 20 milhões da vacina a partir de março. O custo de cada vacina seria de R$ 80,70, acima do valor de outros imunizantes utilizados no país, como a Coronavac (R$ 58,20), a vacina da Pfizer (R$ 56,30) e da AstraZeneca/Oxford: US$ 3,16 (R$ 19,87). Os preços em real são determinados pela cotação do dólar. As negociações bem como a assinatura do contrato ocorreram ainda na gestão do general Pazuello, que deixou o Ministério em 15 de março.

Em entrevista à CNN, o deputado Luis Miranda, no entanto, isentou o general no caso. Ele disse que estava sendo espremido por problemas e que tinha certeza que seria exonerado e não conseguiu lidar com a situação”, disse o parlamentar ao canal de notícias.

O Governo Federal não chegou a pagar pelas vacinas, embora haja a previsão da despesa. O laboratório tampouco cumpriu os prazos de entrega.

Continua após a publicidade

Agora, você deve se perguntar: como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e demais membros do governo podem se implicar neste caso? Vamos lá.

Segundo o deputado Luis Miranda, que é da base do governo, ele teria alertado o presidente acerca das pressões atípicas para aquisição do imunizante e que não recebeu retorno do Palácio do Planalto ou da Polícia Federal – a quem caberia dar início à investigação – sobre o caso. É preciso saber se, conforme afirmou o congressista, o presidente sabia do tema e, caso não tenha pedido abertura de investigação, por que nenhuma atitude foi tomada a respeito.

O caso pode implicar também funcionários do Ministério da Saúde que tivessem conhecido do caso, uma vez que, segundo o MPF, o caso era de conhecimento da pasta.

Continua após a publicidade

Ante a pressão, conforme anunciado hoje, o Governo Federal pretende cancelar a contratação do imunizante – alegando, por exemplo, quebra de contrato por parte do laboratório, que não entregou as vacinas – ou, mesmo, deixar o contrato em “banho-maria”, uma vez que também nenhum valor foi dispendido.

Publicidade

Entenda o caso Covaxin
Atualidades
Entenda o caso Covaxin
Aquisição do imunizante tem suspeita de irregularidades e é investigada pelo MPF

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se você já é assinante faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

MELHOR
OFERTA

Plano Anual
Plano Anual

Acesso ilimitado a todo conteúdo exclusivo do site

Apenas R$ 1,99/mês*

Plano Mensal
Plano Mensal

R$ 19,90/mês

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.